Arquivo mensal: Junho 2016

Parceria com o Cine-Clube de Avanca

O iNstantes e o Cine-Clube de Avanca estabeleceram no passado dia 28 de junho, uma parceria que vai permitir ter no nosso festival, no dia 29 de Outubro, pelas 16h00,  um conjunto de pequenos filmes sobre fotografia e a mesa redonda “Fotografia e Cinema”.

Como contrapartida, o iNstantes fará a divulgação do Cine-Clube de Avanca e do seu Festival de Cinema.

 

                                                 LOGO CCAVANCA     logoAVANCA 2016

o iNstantes em Bogotá

iNstantes apresentou-se em Bogotá, capital da Colômbia.

Margarita Mejia – embaixatriz do iNstantes para a América do Sul – foi a responsável pela parceria entre o festival e a Universidade Jorge Tadeo Lozano.

No dia 3 de Maio, promovemos uma conferência, via streaming, com a presença de alunos e professores. ” iNstantes, um novo festival de fotografia em Portugal” e “Fotografia de rua” foram os temas tratados, respectivamente por Pereira Lopes (director do iN) e por Fidalgo Pedrosa, participante na primeira edição do festival.

Entre os dia 3 e 20 de Maio, teve lugar na Sala Alterna do Museu de Artes Visuais, a exposição “Otras Latitudes”, com curadoria de Paula Acosta. A mostra foi constituída por três trabalhos de nove fotógrafos que passaram pelo iN, em 2014 e 2015. Miguel Vasconcelos, Fidalgo Pedrosa, Vitor Tripologos e Carlos Lopes Franco, de Portugal; Xacobe Mélendrez, das Honduras; Margarita Mejía, da Colômbia, Ana Robles, da Argentina, Ana Mokarzel, do Brasil e Taslima Akhter, do Bangladesh, foram os escolhidos.

A UTadeo promoveu ainda um concurso de fotografia cujo vencedor foi Carlos Bernate, com o seu projecto “Raúl se fue a la guerra, qué dolor, qué dolor, qué pena”. Esta série, será  produzida, montada e exposta no iN2017. O júri foi constituído pelos fotógrafos Fidalgo Pedrosa, Pereira Lopes e Margarita Mejía.

No dia 13 de Maio, a exposição teve a presença do Sr. Embaixador de Portugal em Bogotá, Dr. João Ribeiro de Almeida, da sua assistente Sarah Quina Silva, da directora do Programa de Produção de Imagem Fotográfica da UTadeo, Rosário Gutiérrez, do prof. Camilo Páez e da curadora da exposição Paula Acosta. Nessa ocasião foi anunciado o vencedor do concurso de fotografia.

Este intercâmbio cultural entre Portugal e a Colômbia foi possível graças ao apoio do Instituto Camões e da Embaixada de Portugal.

 

Margarita Mejia (centro) com Carlos Bernate e Embaixador de portugal  Pormenor da exposição (1)  Carlos Bernate e Embaixador de Portugal

 

 

 

Quem é Alexandre Freitas?

Alexandre Freitas faz a fotografia muito antes de estar com a câmera na mão. Fotografa só olhando os detalhes da cidade, como um grafismo formado por prédios sob um céu muito azul ou um pedaço de bueiro, algo escondido que, de repente, torna-se potência de imagem fotográfica em seu olhar. Desnuda em seus detalhes, a cidade se mostra só para ele. Depois do quadro já pensado – e podem se passar alguns dias ou até mais tempo -, ele volta com o equipamento, a melhor lente para a situação, na hora da luz exata, no melhor dia para clicar aquela foto que já está feita, que já é. Alexandre é daqueles casos em que o talento e a sensibilidade encontram uma porta aberta. Talento e sensibilidade acompanhados de responsabilidade, preciosismo e dedicação: “Eu tinha uns 19 anos e precisava trabalhar. Nunca tinha pensado em fotografia, era jovem, mas a primeira porta que se abriu foi a de um estúdio”.

Nascido e criado em Florianópolis, vem trilhando, desde então, entre estúdios e empresas de impressão fotográfica, mais de vinte anos no campo das imagens. Cerca de 12 destes anos passou trabalhando como assistente em um estúdio bastante reconhecido na área de fotografia para publicidade. “Ali vivenciei a fotografia no cotidiano, em cada fase da criação. Era um tempo em que não havia ainda a chamada finalização: o produto final era o filme, ou seja, não havia margem para ‘outro clic’. Foi um grande aprendizado de precisão”, explica. Alexandre teve, nestes anos, generosos ensinamentos de fotógrafos já conhecidos, como Cláudio Brandão e Sérgio Vignes.

Foi a partir do incentivo que começou a andar pela cidade e encontrar fotografias apenas com o olhar, sem a câmera. Ganhou de Vignes um simulador de câmera de papelão, para aprimorar o olhar. E a sensibilidade e preciosismo pessoais deram conta dele não parar mais de ver fotografias e, depois, voltar com o equipamento para captar: “Meu processo criativo é assim, acontece naturalmente. O mais excitante nesse processo de caminhar pelas ruas é, ao dobrar uma esquina, ela, a foto, pode estar lá, me olhando, me esperando, naquele exato instante, aquela que em outras oportunidades não se mostrou, não me sorriu”.

Atualmente, Alexandre é sócio de uma empresa de impressão e, como diz, “usa os tempos vagos para ‘brincar’ de fazer imagens, sem compromisso ou pauta, 100% autoral”. Ele não gosta de dar título às suas fotos, nem de pensar em sua produção como “séries”.

Exposições:

2015 – Participou da Exposição Fotográfica Fui nadar no céu porque não sei voar, do Núcleo de Estudos em Fotografia e Arte, na Galeria Municipal de Arte Pedro Paulo Pecchietti, Florianópolis/SC.

2015 – Participou da Exposição Fotográfica Coletivo Multicor – Intercâmbio de imagens, no Instituto Internacional Juarez Machado, Joinville/SC.

2014 – Participou da Exposição Fotográfica Coletivo Multicor – Intercâmbio de imagens, no Museu da Escola Catarinense, Florianópolis/SC.