Adelino Marques

PORTUGAL | www.adelinomarquesphotography.com

Adelino Marques nasceu em Gondomar, onde reside.

Iniciou o contacto com a fotografia no final dos anos setenta, na Faculdade de Medicina do Porto, tendo sido um dos colaboradores do departamento de fotografia da Associação de Estudantes. Frequentou o curso livre de fotografia da Cooperativa Árvore nessa mesma época e mais tarde o IPF – Porto.

Tem participado em exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro, nomeadamente em Itália, França, Polónia e nos Estados Unidos.

Alguns dos seus trabalhos encontram-se publicados em revistas e livros e fazem parte de colecções particulares e institucionais.

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EXPOSIÇÃO: PELOS CAMINHOS DAS PEDRAS: Lavadores

AdelinoMarques_pNstantes - Cópia© Adelino Marques

Pelos caminhos das pedras” é um conjunto de séries fotográficas a preto e branco, sobre a minha visão de locais onde as pedras – pelas suas formas, pelas suas dimensões, pelas histórias e lendas que encerram – assumem um destaque na paisagem.

Esses lugares tão diferentes entre eles – quer geográfica quer morfologicamente -, assumem nestas séries a sua própria identidade num registo fotográfico que se quis idêntico.

Lavadores é o local de uma das séries do projecto “pelo caminho das pedras” e que aqui apresento.

Lugar que para além de ser geologicamente rico, tem uma curiosa lenda associada às suas pedras:

Conta a lenda que, neste lugar, existia uma moura encantada sobre a qual tinha sido lançada uma maldição e que, por causa disso, tinha que transportar, desde o fundo do mar, uma série de rochedos, empilhados na cabeça, até ao areal da praia. Isto ao mesmo tempo que, com a ajuda de uma roca, ia fiando com as mãos.

Periodicamente o oceano voltava a arrastar as pedras para o fundo do mar, incitando-a assim a um constante vaivém, numa empreitada infindável. Um desses penedos, no entanto, era de uma dimensão tão grande que a moura achou por bem colocá-lo num lugar onde fosse difícil o mar chegar, assim evitando que o voltasse a levar para o fundo das águas. Este penedo era nem mais nem menos do que a chamada Pedra Moura.

Depois desse último esforço a moura nunca mais foi vista em Lavadores. Para alguns, a moura morreu depois daquele último esforço. Outros, contudo, asseguram que ela voltará um dia para resgatar um tesouro que guardou debaixo da Pedra Moura. Há, porém, quem acredite que a moura vive debaixo do rochedo, velando assim o seu tesouro.”

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