Cristina Henriques

Estarreja | PORTUGAL

Cristina Henriques nasceu em terras sul-americanas (Caracas, Venezuela) corria o ano de 1970 e desde essa altura até à decisão dos pais regressarem a Portugal no início dos anos 80 e à terra que a acolheria, teve a vivência normal de uma criança. Foi crescendo com um gosto recôndito por imagens e fotografia, levando sempre na brincadeira capturas de momentos familiares com a Olympus TRIP 35 do pai e os cliques entre amigos com uma Kodak emprestada e mais tarde como presente de aniversário, uma Olympus TRIP MD2.

Tomou conhecimento da Nikon com uma F65D e até chegar à D40x em 2007, foi um salto. Do automático, confessa, passou a explorar os modos disponíveis, continuando a brincar. A tentar e a errar. A aprender… aumentando o gosto por tudo o que a rodeava, desde a paisagem, a pormenores, passando por um mundo de sensações e emoções. Mas sempre de forma despretensiosa. Que pretensões teria sem conhecimentos técnicos?

Em setembro de 2015 e mais uma vez a brincar, captou umas imagens na natureza (borboleta) que o acaso encaminhou para um site português de fotografia: Olhares.

E eis que começou uma viagem singular, que a levou a querer melhorar e a crescer. Autodidata afincada acabou por realizar alguns workshops:

  1. Fotografia de paisagem natural no BioRia (Salreu, Estarreja), em Janeiro de 2016, com o formador Tiago Monteiro
  2. Fotografia de Rua em Braga, Maio de 2017, com os formadores: José Rocha e João Zero
  3. Iniciação à fotografia em Aveiro, Julho de 2017, com o formador: Rui Costa Santos
  4. Amanhecer na Ria na Torreira, Julho de 2017, com a PhotoDetails de José Moreira e Paulo Pereira.

Nesta altura já estava apaixonada pela Ria de Aveiro ao amanhecer, que conhecera através de uma prima e amiga fotógrafa. De facto, deu razão a quem lhe dissera uma vez: “Depois de assistires e fotografares o primeiro amanhecer, nunca mais serás a mesma!”. Nada poderia ser tão certo.

Com a beleza dos lugares e a luz que a rodeava, reencontrou o caminho das palavras e a Ria, inspiradora, permitiu que aquelas fossem sendo silabadas e dedilhadas de tal forma, que passaram a criar uma interação e uma inegável ligação a esse mundo de luminosidade e reflexos únicos.

Fotografa como sente e sente o que vê… e é na forma afincada, resistente e resiliente que procura a melhoria constante e ainda na partilha de experiências e conhecimentos que solidificam e estimulam tão belíssima arte.

Gérard Castello Lopes, referiu que “A fotografia é uma forma de ficção. É ao mesmo tempo um registo da realidade e um autorretrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.”, contudo, se ao olharem para uma foto da Cristina, conseguirem ter um vislumbre do que ela sentiu, certamente que ela ficará feliz sabendo que de uma forma ou de outra conseguiu chegar a quem a espreita.

 

EXPOSIÇÃO: TEXTURAS DE UMA  ALMA TATUADA

 

 

© Cristina Henriques

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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