Jorge Pimenta

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Nasceu no ano de 1969, em Braga, cidade onde cumpriu a sua formação académica e vive.

É professor de Português, profissão que exerce na Escola Básica e Secundária de Vale D’Este, em Viatodos – Barcelos.

A fotografia é uma paixão relativamente recente, acabando por surgir na sua vida de forma não programada e muito por influência do amigo e colega Pedro Ferreira que, aos poucos, o foi contagiando com o seu gosto pela arte da imagem. Num processo próximo do autodidatismo, procurou ir crescendo na técnica e definindo os meus próprios padrões estético-sensíveis, de tal forma que, quando se deu conta, já se encontrava completa e irreversivelmente rendido ao “canto da sereia”.

Não é possível dissociar os seus trabalhos em fotografia da escrita, uma outra paixão, esta mais antiga – sobretudo a que se prende com a Poesia – que lhe rendeu, já, a publicação de livros em nome próprio e em antologias. De resto, concebe Fotografia e escrita como interfaces perfeitos de tudo quanto no ser humano agita e inquieta.

Hoje, a fotografia deixou de ser subsidiária da palavra; autonomizou-se e respira pelos seus próprios pulmões, bastando-se a si mesma na infinita galeria dos sentires estéticos. Ainda assim, não raras vezes, até porque dela é privada, a fotografia continua a revisitar a escrita num exercício que se renova como dínamo de tantos sentires individuais.

Não assume qualquer compromisso com um estilo em particular, no entanto ousa dizer que, em fotografia, o fascinam a luz difusa e os rastos de luz que sugerem mais do que revelam; em qualquer deles, no seu trabalho, o elemento humano assume centralidade. Para lá dos concetuais, agrada-lhe o rosto e toda a sua linguagem, bem como as linhas e os contrastes do frenesim urbano ou a quietude e a simplicidade do pulsar rural.

Tem os seus trabalhos expostos em alguns sites de internet, como o Olhares, FineArt e 1X:

Participou, ainda, em projetos de fotografia como EXPOINT (exposição coletiva em Braga, Vila do Conde e Ílhavo, no ano de 2015) e 20 Fotografia de Rua (publicação coletiva pelas Edições Vieira da Silva, em 2014).

Hoje, já mais consolidada e amadurecida, a fotografia ocupa parte significativa da sua vida, ou não fosse ela “uma das formas privilegiadas de tocar o mundo; por isso vemos pelas retinas biológicas e pelas dos afetos, redefinindo, a cada abrir e fechar de pálpebras, a existência”.

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MERCADO DO BOLHÃO: A ALMA DO TEMPO

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©Jorge Pimenta

O presente recorte fotográfico assume-se, antes de mais, como homenagem a um lugar tradicional e emblemático que se confunde com a cidade do Porto e que apaixona quem o visita: o Mercado do Bolhão. Corresponde à recolha de registos fotográficos ocorridos nos dois últimos anos, o instante no tempo que coincidiu com o meu primeiro contacto com aquele grande templo de pedra. Daí para cá, e não obstante ser natural e residente em Braga, o Bolhão passou a ser, para mim, um lugar de “romagem” regular não apenas na perspetiva da captura de registos fotográficos, mas também para poder, no contacto com aqueles que ali depõem as suas vidas, conhecer um pouco mais quem se esconde por detrás dos pregões, dos sorrisos, das mãos eloquentes ou das pregas de pele.

A cada registo fiz coincidir legendas que resultam ora da observação direta, ora das conversas mantidas com os fotografados, ora ainda das impressões captadas no momento em que comodamente, e já em casa, visualizava as fotografias. Não são dezenas… são centenas as composições que dediquei ao Bolhão, razão por que se me afigurou de extrema dificuldade constituir este corpus.

Jorge Pimenta

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