José Beut

ESPANHA | Spain | www.josebeut.com

José Beut nasceu em Valência (Espanha), 1958.

Iniciou-se na fotografia através da AGFOVAL, Agrupación Fotográfica Valenciana,  nos princípios dos anos 80.

Posteriormente e de modo autodidacta foi-se aperfeiçoando e aprendendo as técnicas de laboratório em preto e branco, iluminação de estúdio, praticando temáticas como natureza morta,  retrato e principalmente a paisagem.

Após um largo interregno no exercício da prática amadora e com a chegada das câmaras digitais de qualidade, retomou em 2006 a uma dedicação mais intensa, sempre no âmbito amador, e adquirindo a técnica para manejar o software necessário na fotografia digital.

As suas temáticas preferidas actualmente são a arquitectura, e as situações urbanas (street-photo) embora também alterne mas suas saídas fotográficas procurando motivos de paisagem de larga exposição diurna e crepuscular.

Desde finais de 2010 tem participado em diversos concursos de fotografia, obtendo mais de 200 prémios de carácter nacional e internacional.

 

EXPOSIÇÃO: POVO SURI | Suri People

© José Beut

Em Outubro de 2016 pude levar a cabo este projecto que me motivou imenso desde que comecei a documentar-me a seu  respeito.

Desde que cheguei à capital de Etiópia, Adis Abeba, foram três jornadas completas de mais de oito horas, transitando por caminhos em mau estado e com escassas  infraestruturas, especialmente a partir do segundo dia do trajecto.

A estadia no território dos Surma, teve uma duração de seis dias completos onde, longe das comodidades que nos rodeiam no mundo ocidental, como a água potável, a electricidade, e um colchão onde descansar pelas noites, pude conviver e conhecer um pouco mais os costumes destas tribos em distintas aldeias da região.

Durante esses seis dias pude planificar com calma as sessões fotográficas com os habitantes das aldeias ou nas imediações das mesmas.

As fotografias foram realizadas ao amanhecer ou ao entardecer, buscando sempre a luz natural mais adequada e utilizando também um reflector portátil manejado pelo guia local que me acompanhava.

Todos os adornos florais e pinturas corporais que utilizaram os improvisados modelos eram colocados por eles mesmos e em nenhum caso tive intervenção na sua utilização.

Para este trabalho optei pela sua apresentação em preto e branco para centrar-me, sobretudo, nos seus profundos olhares mas também nas suas originais pinturas corporais, que utilizam na sua vida diária e que inclusivamente alteram várias vezes ao dia.

 

 

 

 

 

 

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