José Luís Santos

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José Luís Santos é natural da Lousã, nascido em 1980, é professor de História e fotógrafo. Inicia em 2000 a sua colaboração no Jornal Trevim, o quinzenário de informação local, ano em que vence o primeiro prémio e uma Menção Honrosa num concurso de fotografia. Com o dinheiro aí obtido, parte pouco depois para a Europa num InterRail.

Em 2002 inicia uma nova fase da sua vida ao partir para Siena, em Itália, para aí viver um ano ao abrigo do programa universitário Erasmus. Nos anos seguintes, viajará com as suas câmaras por toda a Europa, e Médio Oriente (Turquia, Jordânia, Síria e Egipto). Parte no Outono de 2007 para os Açores para aí leccionar. Aproveitará para dar um pulo aos Estados Unidos e em 2009 ruma a Cuba para ficar com uma opinião pessoal sobre a ilha de Fidel. No ano seguinte, a Rússia será o destino escolhido. Percorreu a China em 2011 e no ano seguinte fascinou-se com o Irão. Apanha um barco para o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos e passa ainda por Omã para molhar os pés no oceano Índico.

Em 2013 parte para a descoberta do Cáucaso, percorrendo a Geórgia, Arménia e Azerbaijão, além das autoproclamadas repúblicas independentes da Abecázia e do enclave de Nagorno Karabakh. Em 2014 regista o Líbano, Jordânia e Israel, território muito sensível e em eterna disputa. No ano seguinte, orientou a sua viagem para a Ásia central, para o Quirguistão e Uzbequistão. Nestes dois últimos anos, percorreu a Tailândia, Camboja e Índia, regressando também à Geórgia e ao Quirguistão.

É, actualmente, líder de viagem da Fotoadrenalina, um projecto fotográfico que promove experiências nesta área por todo o mundo.

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EXPOSIÇÃO: ROTA DA SEDA

Jinshanling - China - Cópia© José Luís Santos

A Rota da Seda desdobrava-se num conjunto de percursos que uniam o Extremo Oriente ao mar Mediterrâneo, atravessando a maior parte do mundo até aí conhecido para vender este e outros produtos aos comerciantes europeus. Desde o séc. I a.c. que várias caravanas percorriam terras inóspitas e desconhecidas numa distância superior a 8000 quilómetros, estabelecendo trocas comerciais e também culturais entre dois mundos tão distantes como desconhecidos um do outro. Esse foi o cerne do meu interesse por este tema.

Este projecto fotográfico foi ganhando corpo numa série de viagens realizadas ao longo de treze anos, partindo de Veneza, terra natal de Marco Polo, continuando por Istambul, cidade milenar que se estende por dois continentes, até chegar ao eixo de ligação comercial e civilizacional entre o Mundo Ocidental e o misterioso Oriente. Falo do que hoje é o Líbano, Israel e Palestina, Jordânia e também a Síria, um país que já não existe como o vivi e fotografei. Depois da minha experiência no Irão, segui pela Ásia Central, pelos territórios do Uzbequistão e Quirguistão, até chegar ao destino final, a China.

 Não parti em busca do que resta do passado da Rota da Seda, mas das vidas de quem hoje aí habita, do seu dia-a-dia, cultura, dos seus sonhos, ou a visão que têm do Ocidente.

Esta exposição é, assim, um registo da condição humana ao longo de milhares de quilómetros que foram ponto de encontro de diferentes povos e culturas, em contraste com o mundo contemporâneo, em que a dificuldade do conhecimento e aceitação do outro é cada vez maior.

 

texto de José Luís Santos

 

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