Juanita Gonzalez

COLÔMBIA | www.juanitagonzalez.com

Profissional em meios audiovisuais com mestrado em fotojornalismo e fotografia documental na Universidade de Artes de Londres. A sua obra gira em torno da busca de novas formas de narrar histórias através da fotografia, com foco em problemas sociais que carecem de falta de visibilidade, tais como a saúde mental. Colaborou com publicações na revista Finantial Times, Juxtapoz Magazine e revista Exclama.

EXPOSIÇÃO: O QUE GUARDAMOS EM NÓS

What we keep to ourselves© Juanita González

A depressão é um transtorno mental que é experimentado em diferentes níveis. Sintomas fisicamente pouco aparentes a caracterizam; as cicatrizes são internas e emocionais (mas não menos dolorosas) e é precisamente desta falta de sinais evidentes onde reside sua inteligibilidade.

Um em cada cinco adultos sofreu de depressão no Reino Unido, com registros indicando que as mulheres são mais propensas a procurar ajuda médica do que os homens. Por outro lado, a principal causa de morte para os homens de trinta e cinco anos é o suicídio. Estas estatísticas mostram que apesar de ser tão comum e estar presente na condição humana, a depressão continua a ser estigmatizada. Também demonstram como certos modos de conduta baseados em estereótipos masculinos e femininos afetam a saúde mental, ao evidenciar como os homens podem chegar a esconder seus verdadeiros sentimentos ou emoções, vendo-os como um sinal de fraqueza.

Como alguém que também viveu com esta condição, motiva-me trazer à luz este peso invisível que carregamos os seres humanos, do qual não queremos falar. Por esta razão “O que guardamos em nós” centra-se nas histórias de três homens que vivem em Inglaterra e foram diagnosticadas com três diferentes tipos de depressão: depressão bipolar tipo I, transtorno depressivo recorrente e episódio depressivo grave.

Através de este projecto procurou afastar-se da representação estereotipada que tem sido associada às doenças mentais; assim, no desafio de representar algo tão particular e não tão facilmente detectável, a fotografia e o som foram utilizados como janelas para seu quotidiano e experiências pessoais.

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