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O Teatro Ribeiragrandense é um interessante edifício que abriu ao público em 1922. Parte da pedra nele utilizado proveio da Torre das Freiras, que começara a ser demolida a 1 de março de 1920, três meses antes de se iniciarem as fundações. Tem excelentes condições para espectáculos culturais de vários géneros e para a realização de congressos.

A construção do Teatro Ribeiragrandense não veio dar início a algo que faltasse à então vila da Ribeira Grande. Veio, isso sim, começar a concentrar e até intensificar o que até ali se encontrava disperso e restrito.

Muito em redor do início da sua construção (1920), a vila ribeiragrandense usufruía de espaços, os quais, apesar de não vocacionados para implementarem um alargado nível de vida cultural, bem substituíam, diga-se que na sua intenção, uma verdadeira casa teatral e até cinematográfica.

O Recreatório, o Largo Gaspar Frutuoso e o Salão dos Bombeiros, transformados, adaptados, ou até mesmo preparados regularmente para locais de exibição de récitas, de concertos musicais e de filmes, iam dando conta da pouca, ou até da muita, realidade cultural que pela vila do norte da ilha de São Miguel florescia.

No mês de novembro de 1988, a Câmara Municipal de Ribeira Grande solicita a um conjunto de ideólogos (entidades públicas, privadas e particulares) pareceres para a transformação do recém-adquirido imóvel, os quais, na sua essência, foram a antecâmara preparatória do edifício e do espírito do futuro Centro Cultural.

Em 1989, o Teatro Ribeiragrandense é classificado como Imóvel de Interesse Público. No dia 5 maio de 2000, a autarquia ribeiragrandense, sendo seu presidente António Pedro Costa, reinaugura o salão-teatro.

O evento é comemorado com um demorado e diversificado programa. Pelo salão-teatro passaram o Grupo de Teatro Alpendre, o Festival MúsicAtlântico 2000, a Orquestra Metropolitana de Lisboa, o Maestro António Vitorino dAlmeida, filmes (Cinema Paraíso, Beleza Americana), exposições, uma conferência sobre o seu historial.

O complexo constituído pelo salão-teatro e pelo Centro Cultural, em escassos anos de atividade, tem vindo a promover conferências, congressos, cinema, teatro, música, dança, festivais, tertúlias literárias, gravações televisivas, formação profissional. O mesmo abre todos os dias.

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