Mário Cruz

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1987, Lisboa, Portugal.

Mário Cruz estudou fotojornalismo em Cenjor – Escola Profissional de Jornalismo.

Em 2006, começou a cooperar com a LUSA – Agência de Notícias Portuguesa / EPA – European Pressphoto Agency.

Desde 2012, tem-se concentrado nos seus projetos pessoais dedicados à  injustiça social e questões de direitos humanos:

Recent Blindness” – Vencedor do Prémio Estação Imagem, 2014                                                    “Roof” – Vencedor do Prémio Magnum 30 Under 30 Award, 2015                                                         “Talibes, Modern Day Slaves” – vencedor da World Press Photo 2016 – Assuntos                                                                                          contemporâneos – 1º Prémio Histórias, 2016;                                                                                            – POYi –  História sobre Assuntos Contemporâneos, 2016 ;                                                                      – Vencedor do Prémio Estação Imagem, 2016

O seu trabalho foi publicado na Newsweek, The New York Times, International New York Times, Washington Post, CNN, El País, TIME Lightbox, CTXT e Neue Zurcher Zeitung.

 

EXPOSIÇÃO: TALIBES, MODERN DAY SLAVES

A young talibe bound by chains in an isolation area of a daara in the city of Touba, May 27, 2015. In this daara the youngest talibes are shackled by their ankles to stop them from trying to run away. The chains length only allows them to use an improvised bathroom in a separate area of the daara. These children can stay like that for days, weeks, even months until they gain the marabout's trust. Their guardian explains " When I release them, I give them the freedom to beg like the rest of the Talibes".© Mário Cruz

Talibe é um termo árabe para discí­pulo. O que deveria ser uma escola, é muitas vezes um local de tortura. O que deveria ser um sistema de educação é, frequentemente, um sistema de exploração.

No Senegal, existem centenas de escolas corânicas (daaras) onde se encontram aprisionados rapazes, dos 5 aos 15 anos, que são obrigados a mendigar nas ruas oito horas por dia para o seu marabout.

Estas falsas daaras estão constantemente superlotadas. Malária, doenças da pele, problemas pulmonares e parasitas estomacais são comuns. Milhares de talibes sobrevivem durante anos sob estas condições, enquanto outros fogem para as ruas, onde ficam vulneráveis a novos abusos.

O número de talibes está a aumentar e, de acordo com a Human Rights Watch, mais de 50 mil rapazes estão sujeitos à  mendicidade forçada, registando 30 mil talibes só na região de Dacar.

O tráfico de crianças desempenha um papel crucial nos números de hoje. A maioria dos talibes são senegaleses mas o número de crianças traficadas de paí­ses vizinhos, como é o caso da Guiné-Bissau, aumentou.

Os abusos fí­sicos são conhecidos pela sociedade, mas não são vistos porque permanecem no interior das daaras, escondidos em locais proibidos. Os guardiões estão conscientes dos crimes que cometem e continuam este sistema de exploração na escuridão, sem medo de que a lei seja aplicada contra eles.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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