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André é natural de Florianópolis, sul do Brasil, nascido no ano de 1984, um descendente de italianos amantes do cinema e fotografia, admiração essa que descobriu na infância em livros e revistas da família. Em 2006 iniciou sua experimentação na fotografia, às vésperas de uma viagem sabática à Nova Zelândia.

Engenheiro pela Universidade Federal de Santa Catarina, fez uma abrupta transição devida ao decidir dedicar-se integralmente à fotografia em 2009, opção que o levou à uma viagem para residir em Florença, na Itália, em busca de encontro no exercício da arte.
Na jornada do entendimento da fotografia como profissão foi assistente de fotografia, repórter fotográfico, gestor de mídias, diretor criativo. À frente do ofício fotográfico, entre 2008 e 2021, conciliou seu trabalho comercial em diversas áreas como a fotografia social, de esportes, produtos e outros.
Entre 2015 e 2017 foi o fotógrafo gestor do projeto de documentação fotográfica da construção dos parques da Olimpíada Rio 2016, trabalho que evidenciou para o autor seu vínculo entre o ímpeto pessoal de expressão fotográfica e o exercício da profissão.

 

EXPOSIÇÃO: RITMOS URBANOS

© André Motta

Os “RITMOS URBANOS” e humanos de um viajante.

André Ostetto Motta apresenta na série “Ritmos Urbanos” parte da pesquisa que desenvolve a mais de 10 anos, deambulando e buscando na paisagem das cidades uma coreografia de estruturas (quase sonoras) para redesenhar os espaços construídos.
Utilizando-se de uma poética que explora os planos dentro dos planos, reproduz na imagem fotográfica o ritmo que acompanha seu processo de observação, nos transportando simbolicamente para a melodia veloz da
metrópole como corpo e ruidoso, passando pelos vazios dos espaços de ação individual suspensos nos vácuos próprios da solidão de ser, até a suavidade quase silenciosa no afastamento das luzes ininterruptas da urbe.
A ordem e a disciplina aparente escorregam nas oscilações próprias da natureza humana, e fragmentos se transformam em ritmos contínuos, comope quenas partes de um todo.
Pausas, simetrias, vazios e repetições são elementos fundamentais que André se apropria para expor harmonias e dissonâncias que reverberam no compasso de deslocamento da humanidade.
O fotógrafo cria um processo cuidadoso de reconstrução visual dos contextos urbanos para inventar um lugar onde é possível o devaneio de parar o mundo por um instante, fazer uma pausa, respirar, divagar e enfim
reestabelecer uma conexão humanizadora.

Professora Dra. Lucila Horn
Artista, curadora e educadora.

 

 

 

 

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