COREIA DO SUL
Com base em Seul, explora as relações humanas através do retrato e da identidade cultural. Esteve envolvido em várias exposições no seu país, França e Macau. O seu mais recente livro de fotografias, Hanbok, foi publicado em 2025 pela BurnBooks (EUA).
EXPOSIÇÃO: Henbok
© Manseok Ha
Nos últimos 80 anos, desde a libertação da Coreia, a cultura do vestuário do país passou por uma rápida ocidentalização. O hanbok, antes uma roupa quotidiana que expressava género, estado civil, classe e hierarquia
social, deixou de fazer parte do dia a dia e é hoje usado sobretudo em ocasiões cerimoniais, como casamentos ou celebrações do primeiro aniversário. Ainda assim, no Palácio Gyeongbokgung — antigo símbolo da
autoridade real — os visitantes de todo o mundo percorrem o espaço vestidos de hanbok. O que antes representava identidade coletiva e ordem social é agora apropriado por pessoas de diferentes nacionalidades, culturas e géneros. Nesta interseção entre tradição e globalização, o autor utiliza o flash da câmara para iluminar o mundo interior do Outro. Em cada encontro breve, surge um espaço “inter-humano”, um território relacional onde o ato fotográfico ultrapassa a documentação e se torna um gesto de reconhecimento mútuo. O hanbok funciona assim como um limiar cultural e visual, situado entre mim e o mundo, permitindo explorar simultaneamentea identidade do sujeito e a minha própria.
CARTAZ

