PORTUGAL | www.adelinomarquesphotography.weebly.com
Nasceu em Gondomar, onde reside. Iniciou o contacto com a fotografia no final dos anos 70, na Faculdade de Medicina do Porto, tendo sido um dos colaboradores do departamento de fotografia da Associação de Estudantes. Frequentou o Curso Livre de Fotografia da Cooperativa Árvore nessa mesma época e mais tarde o curso profissional do Instituto Português de Fotografia – Porto.
Tem exposto regularmente o seu trabalho, individual e colectivamente, em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Ucrânia, Polónia, Finlândia, Brasil, México, Argentina e Estados Unidos da América. Está publicado em revistas e livros. Alguns dos seus trabalhos fazem parte de colecções particulares e institucionais.
Publicações
Minas do Pejão (abandonos), 2010; (H)impressões (com Paulo F e Carlos Vilela), 2011; Árvores (colaboração colectiva), 2011; Aliena-se o tempo, 2015; Ser árvore e arte (ensaio sobre Alberto Carneiro), 2016; Metamorfose de uma paisagem, 2016; Pelos caminhos das pedras (7 fascículos), 2019; Cidades vazias com gente dentro (colaboração colectiva), 2020; (d)A espantosa realidade das coisas, 2022; Regina Strelitzia – senescência e morte das folhas e flores, 2022; Cadernos do Património (colaboração colectiva), 2021, 2022, 2023, 2024; Transfigurações da paisagem, 2025.
EXPOSIÇÃO: Entre luz e forma
© Adelino Marques
Neste ensaio fotográfico a preto e branco, o Multiusos de Gondomar — obra de Álvaro Siza Vieira — revela-se como palco de uma coreografia entre luz, sombra e tempo. A arquitectura, silenciosa e contida, transforma-se ao ritmo solar, projectando geometrias efémeras e desenhos que não constam do projecto original, mas nascem da interação com a luz.
As superfícies amplas, o betão aparente e o tijolo tornam-se protagonistas visuais. Privadas da cor, ganham textura, densidade e contraste. A pala suspensa à entrada — gesto formal de grande elegância — recebe e devolve sombra em composições gráficas que desafiam o olhar e convidam à contemplação.
Este conjunto de imagens não se limita a documentar uma obra; propõe uma leitura sensível da arquitectura enquanto matéria viva — modificada pela luz, moldada pelo tempo e captada no instante pelo olhar fotográfico.
A exposição convida o público a experienciar a arquitectura não apenas como espaço físico,mas como fenómeno visual e emocional.
CARTAZ


