COLÔMBIA
É autora dos poemas Humilde como un Reino (2024) e La imprecisa Memoria (2013-2020). A sua obra explora temas como a memória familiar feminina, o corpo e os paisagens emocionais. Está particularmente interessada na intersecção entre a literatura e a fotografia. Na Colômbia, trabalhou como fotógrafa para La Palabra, o jornal da Universidade do Vale de Cali, deu aulas na Universidade Externado da Colômbia em Bogotá, foi embaixadora para a América Latina do Festival de Fotografia de Avintes em Portugal e trabalhou como fotógrafa editorial para o Instituto Distrital de Patrimônio Cultural de Bogotá, entre outras atividades. Os seus poemas foram publicados em antologias e revistas internacionais. Foi convidado para festivais de literatura e fotografia na Colômbia, Espanha, Portugal, México e Estados Unidos. Chegou a El Paso (Texas / Estados Unidos) em 2017, onde dá aulas no El Paso Community College e na Universidade do Texas e El Paso.
EXPOSIÇÃO: HUMILDE COMO UM REIN
© Margarita Mejia
A autora articula um diálogo entre a imagem fotográfica e a palavra escrita. Ambas as linguagens encontram-se num território partilhado. O projeto propõe um olhar determinado sobre aquilo que ela viveu inadvertidamente, mas que desencadeou uma profunda carga simbólica. Os fotopoemas trazem uma viagem emocional e geográfica, marcada pelo movimento e pela transformação, desde os primeiros anos na Colômbia até à idade adulta no deserto. Neste caminho, os gestos de resistência surgem em cenas infantis, onde se abre uma consciência mais ampla do mundo e das suas fraturas. A ausência transforma-se em presença recorrente: os seres queridos desvanecem-se, as distâncias crescem, as separações instalam-se no corpo. Diante destas perdas íntimas, a exposição abre uma reflexão sobre a pequenez humana perante a vastidãodo universo. Os poemas, junto às paisagens desertas das Dunas de Samalayuca, situam o corpo e a voz num espaço de escala maior, onde o mínimo e o imenso convivem. Humilde como un reino propõe também uma ética de atenção: reconhecer a fragilidade, aceitar a ausência e, ainda assim,nomear o mundo.
(Minerva Laveaga)
CARTAZ
